Guardiões da Galáxia Vol. 2 | Crítica

Em 2014 James Gunn criou até então o filme mais arriscado da Marvel, nem um pouco populares, os Guardiões da Galáxia passaram de uma aposta arriscada para um dos maiores sucessos do MCU. Explorando o espaço, Gunn abriu caminho para personagens quase que desconhecidos brilhar e se tornarem tão importantes dentro do Universo Cinematográfico da Marvel.

A continuação de uma aposta arriscada, que alcançou o sucesso, só podia ir mais além. Gunn precisava entregar algo além do esperado, não apenas se tratando da história, mas o tom do filme, os personagens, o sentimento, o humor, o cenário e de forma despretensiosa, o diretor entrega tudo o que funcionou no filme anterior, e acrescenta mais cor, mais sentimento, mais humor e mais cenas de ação para a continuação de Guardiões da Galáxia, e isso só foi possível graças a liberdade criativa adquirida por Gunn e com uma grande ajuda de seu conhecimento do universo que a Marvel construiu nos quadrinhos.

O roteiro é muito movimentado, as cenas de ação, trilhas sonoras, piadas não deixam a fórmula presente nos filmes da Marvel Studios para trás, e acrescenta ainda mais para a trama se movimentar, além de guiar os próximos filmes. Dominando o Universo Cósmico da Marvel, o segundo filme de Guardiões da Galáxia brinca com todas as possibilidades de criar um espaço ainda pouco explorado por outros filmes do estúdio, agora criando um rumo para as próximas produções, servirá de padrão para toda tentativa de explorar o Universo Cósmico.

As cores são gritantes, exatamente como uma página tirada dos quadrinhos e transposta para a tela do cinema, seja pelas roupas dos personagens, os cenários, os traços das naves e até todo o visual dourado de Ayesha que aprovam sua superioridade. Dando uma assinatura diferenciada para o filme, o diretor trabalha muito bem com as cores, com um “exagero” ainda maior, o que o torna único e diferente.

As novidades no elenco são uma ótima adição para o time, que já tinha sido destaque de interação anteriormente, dessa vez chegam ainda mais sincronizados, com melhores cenas de ação e de humor. Mesmo com Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel) em destaque,  os novos nomes da equipe, Nebula (Karen Gillan), Yondu (Michael Rooker), Mantis (Pom Klementieff) adicionam mais camadas para cada personagem, onde a interação construída entre eles é tão boa quanto necessária para o futuro dos personagens deste universo estabelecido de Guardiões da Galáxia. Kurt Russell como Ego e Sylvester Stallone como Stakar, apesar de ser a primeira aparição em filmes da Marvel, já deixam marcado seus personagens.

Mesmo não contribuindo diretamente para o próximo filme dos Vingadores, Gunn utiliza seu conhecimento e liberdade criativa, para criar um universo para os Guardiões da Galáxia ainda maior, principalmente utilizando as famosas cenas pós-créditos para dar dicas do que virá por aí. o filme é um grande experimento de piadas, dramas pessoais, batalhas espaciais e diversas referências a cultura pop utilizando uma trilha sonora cativante e de qualidade incomparável que ainda faz a diferença em um filme de herói.

Por Gabriel Stuchi

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