La La Land | Crítica

Updated: Jun 30, 2019

“E lá vamos nós assistir a mais um musical…” Esse pode ser seu primeiro pensamento e se você não é muito fã do gênero, seu cérebro vai, provavelmente lhe questionar sobre o quê você está fazendo ali. Pois, eu lhe digo para assistí-lo, mesmo se esses forem seus pensamentos. La La Land vai além de ser um filme musical. Esse filme é arte pura!

Com um belo início, bem coordenado e bem caracterizado pela diversidade de estilos musicais executados em meio ao trânsito, o filme de cara, mostra que é criativo e que vai brincar com o gênero musical. Ainda que bem humorado, algumas partes podem parecer um pouco longas, pois perpassa por todas as estações do ano, conseguindo, no entanto, retratar, cada uma delas, de forma belíssima.

Um filme de colagem, do chamado pós- moderno, recheado de referências. Veja abaixo um vídeo com essas referências musicais utilizadas no filme:


Além disso, há também referências ao estilo francês de fazer cinema, o “Nouvelle Vague” da década de 1960, remetendo aos métodos criativos utilizados por François Truffant e Jean Luc Godard. Também há referência à pintura e ao jazz, inclusive explicando o processo criativo e de improviso desses gêneros musicais. Um filme que consegue reunir tantas referências e ainda assim promover uma reflexão sobre a arte em um contexto de consumo em que vivemos, confirma que foi bem construído, mas sem grandes pretensões , pois no fundo é a história de um casal que se une pelos próprios sonhos.

Emma Stone dá um show de atuação e se você só se recordava dela em Super Bad e Spidermam verá que a atriz evoluiu. As expressões de seus olhares torna o filme muito real.

Prepare-se para uma experiência de arte e com certeza você entenderá e sentirá um pouco dessa realidade, tão particular para nossas almas e tão presente em nossos corações, por mais mentirosa, irreal ou falsa que possa parecer. La La Land, um filme lindo!


Por Mauris Poggio

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