Moonlight | Crítica

Mais um belo drama que conta história do pequeno Little, garoto que tem seus problemas externos e internos. Parece simples, mas é claro que não é. No entanto o diretor consegue realizar com muito talento a narrativa do pequeno Little em sua jornada de autoconhecimento ao dividir o filme em três grandes etapas com uma narrativa simples e orgânica.

O filme consegue passar bem o conceito de prisão de personalidade, talvez por isso seja tão lento no início e fica difícil de entender finalmente qual é a do filme, mas não desanime continue. Nosso protagonista sofre até mesmo para se expressar e entender o mundo ao seu redor.

O Diretor de Moonlight, Barry Jenkins, utiliza recursos em horas chaves como: girar a câmera 360 graus, takes com visão top down, câmeras lentas e evita utilizar voz síncrona em alguns momentos portanto sabe utilizar os recursos de linguagem cinematográfica para passar seus conceitos.

O filme tem algumas metáforas, mas a briga na escola, é praticamente o ponto de virada do filme, retrata de forma rápida e simples o preconceito e adaptações necessárias de sobrevivência, que é um retrato de como a sociedade lida com os problemas. Ainda que o pequeno Little tenha tido uma orientação externa de Juan (Mahershala Ali) e por mais inteligente que você seja, o papel de Juan e sua aproximação é entendida apenas no final do filme. A água gelada é o elemento utilizado que cria vínculos sinestésicos de memória do personagem e isso fica em evidência conforme você vai descobrindo sua jornada vivendo seus momentos mais íntimos dentro do oceano silencioso que é.


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